sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

LICENCIOSIDADE (1)

Não é de hoje, sei: a nossa música popular está completamente a-fu-nhe-nha-da!

Musicalmente, o Brasil começou a ganhar forma com Chiquinha Gonzaga e Joaquim Antônio da Silva Callado. O ponto de intersecção entre os dois foi o bom gosto. 

Callado foi o cara que deu os ingredientes necessários para a formação do choro, que Pixinguinha daria os pontos finais na virada do século 19.

Chiquinha, que compôs centenas e centenas de músicas, foi quem criou o gênero musical marcha ou marchinha. É dela Ó Abre Alas, de 1899: "Ó abre alas!/ Que eu quero passar (bis)/Eu sou da lira/Não posso negar...".

O chorinho nasceu praticamente junto com o maxixe. 

O maxixe era um tipo de dança considerado obsceno, lascivo.

Hoje a nossa música popular anda de pernas bambas, de gozo ou sofrência. 

Eu não ouso perguntar, porque é quase certo que muita gente sabe o que é funk. 

MC Pipokinha é muito doida. 

Muito doida também é a MC Carol.

Andei ouvindo uma certa Valesca Popozuda. Ai, ai, ai.

E o que dizer da doida varrida Tati Quebra Barraco?

Pipokinha autodenomina-se “Princesa da Putaria”.

Seguindo a lógica da Pipokinha, Quebra Barraco opta por considerar-se a “Mamãe da Putaria”.

Velhos tempos, novos tempos.