Não é de hoje, sei: a nossa música popular está completamente a-fu-nhe-nha-da!
Musicalmente, o Brasil começou a ganhar forma com Chiquinha Gonzaga e Joaquim Antônio da Silva Callado. O ponto de intersecção entre os dois foi o bom gosto.
Callado foi o cara que deu os ingredientes necessários para a formação do choro, que Pixinguinha daria os pontos finais na virada do século 19.
Chiquinha, que compôs centenas e centenas de músicas, foi quem criou o gênero musical marcha ou marchinha. É dela Ó Abre Alas, de 1899: "Ó abre alas!/ Que eu quero passar (bis)/Eu sou da lira/Não posso negar...".
O chorinho nasceu praticamente junto com o maxixe.
O maxixe era um tipo de dança considerado obsceno, lascivo.
Hoje a nossa música popular anda de pernas bambas, de gozo ou sofrência.
Eu não ouso perguntar, porque é quase certo que muita gente sabe o que é funk.
MC Pipokinha é muito doida.
Muito doida também é a MC Carol.
Andei ouvindo uma certa Valesca Popozuda. Ai, ai, ai.
E o que dizer da doida varrida Tati Quebra Barraco?
Pipokinha autodenomina-se “Princesa da Putaria”.
Seguindo a lógica da Pipokinha, Quebra Barraco opta por considerar-se a “Mamãe da Putaria”.
Velhos tempos, novos tempos.
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